No início do programa Minha Casa Minha Vida, as dificuldades giravam ao redor das questões burocráticas e da lentidão nas avaliações e aprovações dos projetos por parte da Caixa Econômica Federal. Após um início difícil, o programa foi acelerando e no final de 2010 conseguiu finalmente atingir a meta de contratar 1 milhão de moradias.
Para a segunda fase do programa, cujo objetivo é o de contratar mais 2 milhões de residências entre 2011 e 2014, as dificuldades mudaram. Se antes eram apenas burocráticas, passaram a ser também econômicas. Porém, embora o aumento do custo da construção somado à forte alta no preço dos terrenos dificulte novos empreendimentos nas grandes cidades, o aumento na faixa financiável – que em Curitiba passa dos R$ 130 mil para R$ 150 mil – eleva as chances de vermos lançamentos dentro do MCMV em Curitiba e, em especial, na RMC.
Apenas a título de curiosidade, se considerar os empreendimentos à venda em Curitiba ao longo de 2010, o segmento “Super Econômico” representava apenas 1,9% do total de unidades quando o MCMV tinha como teto os R$ 130 mil. O simples reajuste eleva esse percentual para 5,1% dos apartamentos à venda na cidade, ou seja, mais famílias terão capacidade de adquirir seu novo lar.