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Brain | A intenção de compra de imóveis está em alta. E as vendas?

A intenção de compra de imóveis está em alta. E as vendas?

Brain Inteligência Estratégica
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A intenção de compra de imóveis está em alta. E as vendas?

Atualizado por último em outubro de 2026

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Fábio Tadeu Araújo

CEO da Brain Inteligência Estratégica

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Antonio Setin

Fundador da Setin Incorporadora

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Diego Villar

CEO da Moura Dubeux

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Ricardo Gontijo

CEO da Direcional Engenharia

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Luiz França

Presidente da ABRAINC

A intenção de compra de imóveis no Brasil está no maior nível da nossa série histórica. Mas quais são os caminhos para transformar esse interesse em vendas e ampliar o acesso à moradia? Esse foi o ponto de partida do webinar que realizamos em parceria com a ABRAINC, reunindo Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica; Luiz Antonio França, Presidente da ABRAINC; Antonio Setin, presidente fundador da Setin Incorporadora; Ricardo Gontijo, CEO da Direcional; e Diego Villar, CEO da Moura Dubeux.

Ao longo do encontro, reunimos diferentes perspectivas do setor para discutir demanda, crédito, comportamento do consumidor, políticas habitacionais e os fatores que podem influenciar o desempenho do mercado imobiliário nos próximos ciclos.

Nossa pesquisa mais recente de intenção de compra mostra que 52% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel, percentual recorde da série histórica. O resultado reforça a existência de uma demanda relevante por moradia no país e coloca uma questão importante para o mercado: quais condições são necessárias para aproximar esse desejo da compra efetiva?

Foi a partir dessa perspectiva que o webinar aprofundou os fatores que hoje influenciam essa jornada e as oportunidades para o mercado imobiliário.


Crédito continua no centro das decisões do mercado


O financiamento imobiliário foi um dos principais temas do encontro. Apesar dos volumes expressivos registrados pelo crédito habitacional, o custo do financiamento permanece elevado e afeta especialmente os segmentos de médio e alto padrão.

Entre os fatores discutidos estão a menor disponibilidade de recursos provenientes da poupança e o ambiente de taxas elevadas, que encarece alternativas de funding e se reflete nas condições oferecidas ao consumidor.

Nesse contexto, a capacidade de pagamento não depende apenas da renda ou do interesse em adquirir um imóvel; taxas, entrada, prazo e disponibilidade de financiamento interferem diretamente na possibilidade de transformar intenção em compra.

O desafio do setor, portanto, não está necessariamente em estimular o desejo pela moradia, mas também em criar condições para que uma demanda já existente consiga acessar o produto.


Habitação exige uma leitura que vai além do financiamento 


O Minha Casa, Minha Vida também ocupou espaço relevante no debate. O programa tem papel importante na ampliação do acesso à moradia, mas os especialistas destacaram que o financiamento, isoladamente, nem sempre é suficiente para atender às famílias de menor renda.

Nesse cenário, mecanismos complementares, incluindo subsídios estaduais e municipais, podem contribuir para reduzir a distância entre a capacidade financeira das famílias e o valor necessário para concretizar a aquisição.

Também discutimos o impacto das legislações locais sobre a produção habitacional. Regras urbanísticas excessivamente restritivas podem elevar custos ou até inviabilizar determinados projetos, justamente em mercados onde existe demanda por novas moradias.

A discussão reforça que ampliar o acesso à habitação depende de uma combinação de fatores: crédito, política habitacional, planejamento urbano, disponibilidade de terrenos, ambiente regulatório e capacidade de produção.

A demanda por moradia no Brasil é estrutural e continua sustentada pelo desejo de aquisição, pela formação de novas famílias e pelas diferentes transições de vida que levam consumidores a buscar um novo imóvel.

Ao mesmo tempo, a conversão desse potencial em vendas depende de condições econômicas mais favoráveis. A estabilização do cenário fiscal e uma trajetória de redução dos juros podem contribuir para melhorar as condições de financiamento e ampliar a capacidade de compra das famílias. Os dados mostram, portanto, que o desafio atual não está simplesmente em encontrar demanda.

Existe interesse, existe desejo de compra e existe necessidade de moradia. O ponto central é criar as condições para que essa demanda potencial consiga se transformar em aquisição efetiva.

Foi a partir dessa perspectiva que conduzimos, ao lado da ABRAINC, o debate sobre os caminhos do mercado imobiliário brasileiro e os fatores que podem determinar sua evolução nos próximos ciclos.


Quer acompanhar a discussão em profundidade e conhecer as perspectivas dos executivos que participaram do encontro? Assista ao webinar completo e confira o debate sobre demanda, crédito, comportamento do consumidor e os caminhos para o mercado imobiliário: https://www.youtube.com/watch?v=ibBzRA_ENIc

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