O que você gostaria de acessar?

Brain | 5 dicas para desenvolver a escuta ativa e se tornar um bom ouvinte

5 dicas para desenvolver a escuta ativa e se tornar um bom ouvinte

Adriane Werner
BrainBrain

5 dicas para desenvolver a escuta ativa e se tornar um bom ouvinte

Atualizado por último em novembro de 2022

Brain
Adriane Werner

Sócia Diretora na AW Comunicação

Você já ouviu falar na escuta ativa? A jornalista e colunista Adriane Werner, destaca a importância de sermos melhores ouvintes, e apresenta cinco passos para você desenvolver atitudes assertivas e conquistar a habilidade de ouvir melhor seus interlocutores. Leia o passo a passo a seguir que pode te ajudar a tornar a escuta ativa um hábito saudável.

A importância da escuta ativa


Escuta ativa é um termo que entrou em voga nos últimos anos, destacando a importância de sermos melhores ouvintes. Como a própria expressão sugere, a ideia é desenvolvermos atitudes assertivas que demonstrem a intenção de ouvir melhor nossos interlocutores.

A alta competitividade dos ambientes em que estamos inseridos faz com que as pessoas, sem perceber, entrem em competições desnecessárias ou até disputem visibilidade, inclusive nas experiências negativas. Experimente contar que bateu o carro e vai ver que as pessoas sempre parecerão ter um acidente mais espetacular do que o seu. Se você tiver uma dor de cabeça, ela parecerá fichinha perto da dor que seu colega irá descrever, “roubando” a palavra antes mesmo que você comente um pouco sobre seu diagnóstico.

Isso tudo demonstra que todos nós podemos – e devemos – ser melhores ouvintes. A questão já virou até meme nas redes sociais, com a agora famosa frase “Você realmente está ouvindo ou está apenas esperando a oportunidade de falar?” Pense nisso.

Se você se identificou com a reflexão acima e ficou incomodado ao perceber que também precisa melhorar sua condição de ouvinte, acompanhe a seguir um pequeno passo a passo que pode ajudar a tornar a escuta ativa um hábito saudável.

1. Ao conversar com alguém, evite as distrações


Se você é daquelas pessoas que têm atenção difusa, que acha que consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo, saiba que isso pode soar como desinteresse para o outro. Se você costuma conversar com alguém e, ao mesmo tempo, digitar no celular, espiar novas mensagens, concluir algo no computador… PARE! Largue o celular, tire as mãos do teclado do computador e coloque-se à disposição na conversa. Se precisar terminar uma frase que esteja enviando quando a pessoa chegar pra conversar, peça licença e faça isso antes de entabular efetivamente o bate-papo.

2. Volte-se inteiramente à pessoa com quem está falando


Lembre-se que a linguagem corporal diz muito sobre você – portanto, esteja inteiro na conversa. Postura enviesada, com o corpo voltado para o computador, por exemplo, pode demonstrar pressa para terminar o encontro.

3. Interesse-se verdadeiramente pelo que o outro está contando


Mais uma vez, cuide especialmente da sua linguagem não-verbal, pois ela costuma denunciar o eventual desinteresse. Procure uma postura acolhedora e simpática e concentre-se no conteúdo da conversa.

4. Incentive a pessoa a continuar falando


Este é um dos maiores pilares da escuta ativa. Quanto mais você conseguir deixar o outro à vontade, mais ele irá se sentir prestigiado. Faça perguntas que demonstrem sua atenção e interesse. Se o outro precisar desabafar, não tome a palavra para si, apenas interaja com intervenções que permitam a fala do interlocutor. Uma técnica interessante para isso é repetir algumas expressões da frase anterior do outro. Por exemplo: “Fulano, fiz uma viagem incrível no fim de semana…” “Uau, uma viagem incrível? Me conta! Pra onde você foi?”

5. Evite expressões de corte 


Nos diálogos, é comum que uma pessoa demonstre a intenção de encurtar a conversa com expressões do tipo “entendi” ou “então tá bom”. Ao contrário da dica anterior, expressões assim soam como um balde de água fria para quem estava entusiasmado pra conversar.

E uma dica bônus! Não se sinta obrigado a dar um veredito 


Mesmo que a pessoa nos peça um conselho, na maioria das vezes o que ela precisa é ser ouvida. Faça isso, permitindo que ela conte suas histórias, desabafe sobre seus problemas e compartilhe seus planos. Não se afobe em querer dar sua opinião, porque o fato de a pessoa ter se sentido acolhida com atenção por você certamente já fez com que ela mesma chegasse às melhores conclusões que precisava.

*O conteúdo deste texto foi redigido por terceiros e pode não refletir a opinião da Brain Inteligência Estratégica.

Brain

Receba nossa newsletter