
Atualizado por último em setembro de 2026
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O mercado imobiliário brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com vendas em crescimento e uma mudança relevante na composição dos produtos que sustentam esse desempenho. Mesmo em um cenário de juros elevados, o volume comercializado avançou, enquanto o Minha Casa Minha Vida ampliou sua participação e atingiu um novo patamar entre os lançamentos nacionais.
Os Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026, que elaboramos em parceria Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), acompanham o desempenho do mercado residencial em 221 cidades e ajudam a compreender como lançamentos, vendas, oferta e crédito vêm se comportando no atual ciclo do setor.
No segundo trimestre, foram vendidas 113.676 unidades residenciais, crescimento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025 e de 0,7% frente ao primeiro trimestre deste ano. No acumulado do primeiro semestre, as vendas chegaram a 226.536 unidades, avanço de 5,4% na comparação anual.
O programa respondeu por 58% das unidades lançadas no período. Foram 62.129 unidades MCMV lançadas no trimestre, crescimento de 21,7% em relação ao mesmo período de 2025.
Nas vendas, o programa também manteve participação significativa. Foram comercializadas 58.392 unidades MCMV, alta de 12,6% na comparação anual, representando 51% das vendas realizadas no trimestre.
Oferta recua no trimestre e tempo de escoamento diminui
A oferta final disponível encerrou o segundo trimestre em 355.290 unidades. O número representa crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período de 2025, mas queda de 2,1% frente ao primeiro trimestre de 2026.
A redução trimestral ocorre em um momento em que as vendas permanecem elevadas e os lançamentos avançam em ritmo mais moderado.
Esse movimento também aparece no tempo estimado para escoamento da oferta. Considerando a média de vendas dos últimos 12 meses e um cenário sem novos lançamentos, seriam necessários 9,5 meses para absorver o estoque disponível.
No final de 2025, esse indicador estava em 10,2 meses. No primeiro trimestre de 2026, havia recuado para 9,9 meses. A nova redução mostra uma melhora recente na relação entre o volume disponível e o ritmo de comercialização.
No Minha Casa Minha Vida, o tempo estimado para escoamento é ainda menor: 7,6 meses.
O relatório completo aprofunda a análise de lançamentos, vendas, oferta, desempenho regional, Minha Casa Minha Vida, tipologias, tickets médios e financiamento imobiliário.
Acesse os Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026 e confira a análise completa do mercado imobiliário brasileiro.