É possível termos esperança no mercado imobiliário em 2022 - Brain

Este site utiliza cookies para a análise de uso. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.

Canal Brain

O maior portal de conteúdos sobre inteligência de mercado.

É possível termos esperança no mercado imobiliário em 2022

13/01/2022, 10:44

Por Paulo Toledo

Os números não mentem. Selic em alta (projeção 11,50 a.a), desemprego voltou a crescer (projeção 13%) e PIB projetado para 2022 em apenas 0,5% frente ao 4,65% em 2021.

Tudo isso nos leva a óbvia expectativa de um ano mais difícil à frente.

Entretanto quando se trata do mercado imobiliário relaciono 6 fatores que são muito relevantes e que podem servir de contraponto, e me fazem acreditar que teremos um bom ano em 2022 – com certeza não tão pujante como 2021, mas ainda um bom ano.

pilha de moedas e casinhas de madeira

1. Funding.

De acordo com a Associação Brasileira de Credito Imobiliário (ABECIP) não faltará credito para o mercado, inclusive com expansão do SBPE. A produção, no que depender do crédito estará assegurada.

2. Índice de confiança do consumidor.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o índice está em 75,5 pontos. Menor que os 80 pontos no final de 2020, mas quase o dobro dos primeiros 3 meses pós início da pandemia em 2020. Somos sabedores que o consumidor de imóveis tem que enxergar perspectivas a médio e longo prazo e este índice é preponderante.

cartão de crédito

3. Instabilidade política e econômica.

Na corrida pelo qual é o candidato menos ruim para o país, e com a possibilidade de uma volta da esquerda, uma parcela muito significativa busca lastro nos seus investimentos e todos somos sabedores que o imóvel é a melhor garantia.

4. Crescimento x Oferta x Demanda.

De acordo a Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC) tivemos um crescimento em 2021 de 7,6%, o maior em 10 anos, sendo que a projeção para 2022 é de 2%. Isso seria ruim se os estoques estivessem altos, mas a alta demanda de 2021 deixou os estoques bastante baixos em praticamente todo o país, e sabemos que a relação oferta x demanda é fundamental para a sustentabilidade do mercado.

prédio em construção

5. Ressignificação da moradia.

Pós pandemia o imóvel mudou de patamar. Não é apenas e tão somente a nossa moradia, mas o “Porto Seguro” de todos nós. Ao invés do famoso jargão “imóvel moeda forte” podemos repensar para “meu imóvel, minha fortaleza”.

Todos que puderam repensaram seu “Porto Seguro” e sua “Fortaleza” para se adaptar a uma nova convivência familiar, social e de trabalho. Isso pode ser sentido claramente nos imóveis de segunda residência, afinal muitos da classe média e alta podem morar na sua segunda residência vivendo como se estivessem na primeira. Não tenho dúvida que essa tendência continuará crescente.

6. Projetos inovadores e sustentáveis.

De norte a sul do Brasil despontam projetos horizontais e verticais incríveis, pensados em uma nova maneira de se viver, muito mais conectado com a natureza e integrado a sua cidade e seu bairro. Empresas renomadas buscam certificações e líderes do segmento econômico estão repensando seus projetos para entregar mais do que o básico do produto econômico. Incorporadoras e Urbanizadoras estão atentas as mudanças e desenvolvendo projetos melhores que despertam o desejo de um novo imóvel para viver uma vida diferente e com muito mais significado –  fator decisivo na compra que não segue necessariamente perspectivas econômicas, mas sim o íntimo de cada um de nós, afinal “eu mereço” …. Ou melhor ainda “nós todos merecemos”.

condomínio de apartamentos

Acredito que o caminho mais adequado em 2022 é trabalharmos fortes no desenvolvimento e inovação dos projetos e irmos colocando no mercado de forma cirúrgica em função da demanda dos micromercados existentes em todo o País.

*O conteúdo expresso neste texto não necessariamente reflete a opinião da Brain.

Veja também:

Estudo aponta que as vendas de imóveis subiram 46% no primeiro semestre de 2021

O mercado imobiliário passa por um momento de ascensão no Brasil. Números do estudo ‘‘Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre…

Incorporadoras já adiam novos empreendimentos com medo da explosão de custos

Temos sido destaque em alguns dos principais portais de notícias do Brasil, com nossas pesquisas e análises de mercado. Confira.

Lançamentos imobiliários na Grande Florianópolis continuam em desaceleração

''As informações do Censo são referentes às oportunidades e o mercado vertical, comercial e horizontal de quatro cidades da região…