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Por um mercado imobiliário sem clichês

26/02/2021, 15:29

Por Rodrigo Corrêa de Barros

Com um ritmo acelerado e bons índices de velocidade de vendas, os lançamentos imobiliários se multiplicam nas telas dos smartphones, painéis de rua e nos e-mails de oferta dos agentes imobiliários.

Em meio a esse cenário mercadológico positivo, algo renovador surge no mundo da publicidade segmentada. Empreendidas por jovens criativos e ousados, as peças publicitárias para os lançamentos ganharam, desde meados de 2019, uma visão conceitual que nos tirou do marasmo que o tradicional representa.

Há muito essas ferramentas pediam renovação e inovação.

Empresas como Plaenge, GT Building, Vanguard e Víncere alteraram radicalmente o mantra de que para vender é preciso mostrar falar de todos os atributos em sua publicidade, trazendo tudo que o empreendimento tem para o primeiro plano. Alguns dos conceitos de suas campanhas mais relevantes simplesmente ignoraram tal regra e mostraram a fachada do empreendimento, ladeados por motes atuais e bem redigidos.

A eliminação parcial dos atributos em algumas das peças revela a segurança dessas companhias em relação ao trabalho do seu back office de vendas e, em quase todos os casos, com os endereços dos empreendimentos – seus mais recentes lançamentos estão em terrenos destacados e valorizados no cenário da urbe. (Aqui o mantra localização, localização e localização se mantém intocado).

Já as Construtoras Laguna e A.Yoshii vem trilhando um caminho ainda mais ousado, dando vida a empreendimentos inovadores na concepção, na volumetria, nas plantas e aspectos de memorial descritivo. Essas duas empresas conseguem fazer com que os conceitos aplicados em suas campanhas se projetem pela força da mensagem escrita,  fazendo uso de apelos diretos como flecha e ao mesmo tempo muito charmosos. São conceitos que respiram no imaginário do comprador de imóveis de alto padrão. A personalidade forte das suas campanhas “de largada” nos remete à importância estratégica das peças de lançamento dos anos 1990, quando as construtoras Thá, Moro, Hauer e Encol disputavam a liderança de um mercado regional muito menos reativo que o de hoje.

De um modo bastante perspicaz, os executivos de marketing por trás dessas marcas todas têm dado origem a campanhas contemporâneas, que comunicam com méritos os conceitos iniciais dos produtos, abrindo caminho para que sejam detalhados, posteriormente, pelas equipes de comercialização. São anúncios tão atraentes quanto condensados.

Sobretudo, vemos um desfilar de motes que despertam o desejo de um comprador já bastante habituado com a comunicação universal e criativa de mobilidade, moda, tecnologia e serviços.

Essas empresas tiveram a coragem de abolir os clichês do segmento, retirando de seus anúncios frases como: “ótima localização, ao lado de tudo que é bom”, “A apenas x minutos de.”.., único, como você”…, “seu sucesso começa aqui”…, “linda vista da cidade”, etc.

É um alívio para o comprador que esses termos entrem o quanto antes no museu da publicidade imobiliária paranaense, dando lugar a criações adequadas aos tempos de reinvenção constante, de comunicação elaborada (da quebra do convencionalismo, da banalização e da generalização).

Com a publicidade amadurecida e mais graciosa, o emprego de jargões como “fácil de pagar”, “entrada facilitada”, “financiamento fácil” se reduz ao uso na mesa de negociações, lugar em que tais terminologias fazem real sentido.

A julgar pelos resultados na curva de comercialização das protagonistas, a nova receita resulta em sucesso.

O consumidor do nosso tempo premia a criatividade e o bom gosto, pois eles são os obturadores de uma sociedade em vertiginosa transformação. Aquilo que é verdadeiramente novo seduz e compromete a atenção do comprador e o faz registrar os signos da mensagem mais facilmente.

No caso da construção civil, o faz vibrar junto ao empreendedor. Quando o conceito do empreendimento imobiliário é difundido com ineditismo, charme e elegância, o comprador contemporâneo, como é de sua cultura, se entrega ao projeto e à marca para ser um parceiro afetivo de relação duradoura.

Em uma cidade vivaz como Curitiba, essa mudança é, evidentemente, uma renovação mais do que oportuna. 

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