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Fakenews: cinco temas dos quais você deve desconfiar sempre!

23/03/2021, 11:12

Por Adriane Werner

Você certamente já foi vítima das famosas fakenews: compartilhou notícias falsas, acessou links duvidosos que continham vírus ou comentou sobre algum assunto, acreditando que era verdadeiro. Mesmo as pessoas mais cuidadosas, mais cedo ou mais tarde, acabam caindo nas armadilhas das informações inverídicas. E o motivo é um só: elas mexem com nosso emocional.

Surpreendentemente, as fakenews têm repercussão muito maior do que as informações verdadeiras. Um estudo desenvolvido pelo MIT em 2018 mostrou que elas se alastram seis vezes mais do que as notícias reais. E engana-se quem pensa que isso acontece somente pela ação dos chamados bots (programas “robôs” que espalham informações fingindo ser pessoas). Elas são compartilhadas intencionalmente por pessoas que se sentem motivadas a levar adiante os assuntos, mesmo quando desconfiam que não sejam verdadeiros.

Você já foi vítima das fakenews?

As falsas notícias viralizam por várias razões. Se você recebe de alguém em quem você confia, de alguma fonte de credibilidade, é provável que se sinta tentado a repassar, sem sequer checar a veracidade. É aí que mora o perigo! É sempre importante frisar que o compartilhamento de notícias falsas é crime tipificado pelo Código Penal e pelo Código Eleitoral no Brasil, com penas que podem chegar a três anos de detenção.

Para acender nosso “desconfiômetro” e evitar que sejamos pegos pela tentação de espalhar fakenews por aí, elencamos aqui cinco temas que costumam estar carregados de informações falsas e que podem pegar os desatentos pelo calcanhar:

  1. Notícias políticas que enaltecem ou difamam pessoas. Essas notícias normalmente pegam os mais apaixonados, os torcedores radicais de uma ideologia ou de um líder. Se for algo que manche a imagem dos opositores, terão fortes chances de viralizar, assim como, se enaltecerem exageradamente alguém, também conquistarão os mais engajados. A internet está recheada de exemplos de fakenews desta natureza. Para não pendermos a balança ideológica, apresentamos um apanhado de notícias falsas sobre os dois oponentes da última eleição presidencial, Haddad e Bolsonaro.
  2. Notícias sobre celebridades, enaltecendo ou manchando a imagem da pessoa. O jornalismo sobre celebridades sempre chamou a atenção das pessoas, tanto que há inúmeros veículos que se sustentam somente desse chamado jornalismo gossip (fofoca, em inglês). Veja na reportagem alguns exemplos que viralizaram, mesmo sendo mentiras.
  3. Promoções mirabolantes e presentes inusitados. É comum recebermos no celular ou vermos nas redes sociais informações sobre grandes marcas que estariam distribuindo presentes para quem acessar determinado link. Na maioria das vezes, esses links instalam vírus em seu computador ou celular. Nunca acesse o link que vier junto ao texto com a promoção. Para verificar a veracidade, procure o site oficial da empresa, em vez de clicar no link oferecido.
  4. Correntes de “boas ações”: falsos casos de desaparecimento de pessoas, com números de contato inexistentes, promessas de doação de dinheiro de acordo com o número de compartilhamentos. Informações assim normalmente viralizam porque as pessoas acham que estão fazendo boas ações ao compartilhar, mas podem até ser prejudiciais para as instituições ou pessoas citadas. O caso mais conhecido é a campanha falsa que pede acessos ao site sobre câncer de mama, que seguidamente volta a ser compartilhada, mas que já foi até desmentida pelos órgãos oficiais. A dica para não cair em pegadinhas assim é checar sempre a informação antes de repassar. Os sites Boatos  e Farsas  são boas fontes de checagem.
  5. Notícias verdadeiras, mas descontextualizadas: esta é uma das formas mais comuns de disseminação de fakenews. Compartilhar notícias antigas como se fossem novas é uma forma de criar comoção ou mesmo de comprometer a imagem de alguém. É comum, por exemplo, vermos notícias sobre a morte de alguma celebridade que já morreu há anos, mas a notícia repetida dá a entender que ela só morreu agora. Isso acontece muitas vezes também com notícias políticas que provocam indignação, mas que são descontextualizadas por serem informações antigas, e também no jornalismo de fofocas, quando citam celebridades falando sobre traições, relacionamentos, casamentos, separações ou declarações polêmicas.

A principal dica para não repassarmos notícias duvidosas é: verifique sempre! Curiosamente, há pessoas que ficam ofendidas quando são alertadas sobre a disseminação de informações falsas. Há casos até de amizades desfeitas, ou de pessoas que mantêm as postagens de fakenews simplesmente porque concordam com seu conteúdo. Não seja esta pessoa…

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