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Marketing dirigido por dados. Quanto vale conhecer os segredos do Nilo?

04/11/2021, 10:58

Por Rodrigo Corrêa de Barros

Em um mundo cada vez mais complexo, de velozes alterações no comportamento humano e vieses muitas vezes surpreendentes, a telemetria aplicada aos planos de comunicação se impõe como instrumento fundamental para suportar a tomada de decisões estratégicas.

Manipular dados confiáveis no marketing é determinante para o sucesso de operações do varejo, da construção civil, da indústria, do agronegócio e também no setor de serviços, fundamento ainda mais valorizado em um país cujos cenários entre tais segmentos é tão distinto quanto arriscado. Agir com lastro em informações torna, portanto, mais previsível o planejamento, mitigando os riscos de se empreender no Brasil.

Estratégias de marketing

Em campo, sustentar um plano de marketing – sabemos – tem sido tarefa bastante trabalhosa, visto que as matrizes numéricas podem mudar repentinamente no decorrer das campanhas de mídia. Uma ação em redes sociais, por exemplo, costuma mudar de mote, de layout e de público alvo durante sua veiculação, exigindo ajustes com base em novos insights. Nunca a área de marketing foi tão dinâmica e tão fluida.

Hoje, portanto, é possível destinar a mensagem para o cliente certo, alcançando quem verdadeiramente tem interesse e potencial financeiro para a compra, em ações táticas personalizadas de acordo com a jornada do cliente, seus hábitos diários, suas preferências íntimas e até seus horários e predileções em frente às telas.

Em teoria, temos tudo que é preciso para acertar o alvo, não fosse o fato de que as fontes geradoras de dados (os bigdatas, os 75 bilhões de dispositivos inteligentes em operação no planeta – com interação de machine learning, cloud computing e inteligência artificial – e os dados em sintonia fina disponibilizados por empresas de inteligência corporativa) acabam por compor um vasto universo de possibilidades que muitas vezes se confundem e conflitam.

Machine learning, cloud computing e inteligência artificial

Cabe ao gestor de marketing, portanto, treinar a capacidade de ler os dados disponíveis e, de suas “entrelinhas” decantá-los, de modo a extrair dos números e vetores informações objetivas e assertivas.

A capacidade interpretativa de dados e tendências numéricas é um valor treinado que não se aprende no curso superior. É um ativo desenvolvido ao longo do tempo por profissionais com perfil investigativo, que não fogem ao estudo dos temas diários e cuja curiosidade os impulsiona, como moto contínuo, a fazer sucessivos ensaios.

Um homem ou uma mulher de empresas consegue enxergar no marketing dirigido por dados fórmulas que vão desde o ajuste de rotas corporativas a valiosas lições de como aprimorar seus produtos, de maneira que cheguem ao mercado revigorados, dotados de atributos verdadeiramente valorizados pelos compradores, com especificação rentável, com preço justo e nas condições de pagamento alinhadas aos ditames erráticos da uma economia altamente cambiante.

Pessoas sentadas em uma mesa compartilhando ideias

Em um mundo de dados fartamente disponíveis, nada mais fora de propósito do que fugir dos números. E medir os resultados efetivos das estratégias e das ações de marketing é, de longe, o fator que mais acrescenta nuances para aprendizado e rápida correção de rotas. Como nos anos 1990, o dinheiro investido escorre pelo ralo se não for devidamente gerenciado.

Ter a certeza de que caminho tomar é o ativo intangível mais valioso em uma corporação e é ele que conduz a uma atuação permeada pela simplicidade, por mais dicotômico que isso pareça ser.

Marketing moderno é ajuste constante, é alinhamento de esforços e, sobretudo, é o trabalho contínuo e talentoso da decodificação dos hieróglifos modernos que podem revelar o caminho, qual o grão e quais as melhores épocas para o sagrado plantio no leito do Nilo.

*O conteúdo expresso neste texto não necessariamente reflete a opinião da Brain.

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