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Qual a importância do home-office na busca de um novo imóvel?

Se o tal do home-office veio para ficar, como parece, de forma parcial ou total – pelo menos para aqueles cujo trabalho permite essa modalidade – a boa questão é: o quanto é indispensável ter um home-office nos novos projetos de imóvel? Os desenvolvedores devem projetar plantas com mais um cômodo, o escritório da casa? Devem adaptar um cômodo ou colocar em uma área comum do empreendimento? É imprescindível mesmo e de que forma, e com que tamanho?

Investigar e responder a dúvidas assim foi o que buscou a pesquisa qualitativa BRAIN- ADIT-SECOVI-SP, a mais ampla investigação em profundidade já realizada sobre o tema no Brasil. Foram realizados entre julho e agosto 15 grupos focais, com um total de mais de 120 participantes, com moradores de capitais brasileiras São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília, Fortaleza, e Recife das classes A e B, com intenção de compra de um novo imóvel – seja um primeiro imóvel, seja um imóvel como upgrade da moradia atual.

A pesquisa foi variada e um dos tópicos de investigação foi justamente esse: o quanto estavam se adaptando na nova rotina de home-office e o quanto o trabalho à distância impactava nas suas decisões de compra de um novo imóvel. Os resultados foram surpreendentes.

Em primeiro lugar, vamos começar por desmistificar: há muito mais home do que office. Ou seja, embora o trabalho em casa tenha amplos benefícios e favoreça de fato aqueles que exercem demorados deslocamentos diários, houve muita queixa sobre a falta de estrutura dessa nova modalidade. Simplesmente as casas não estavam adaptadas a esse novo trabalho, seja em termos de espaço, área dedicada, conexão, mobiliário, ergonomia, equipamentos; menos ainda ao convívio familiar com suas exigências concomitantes ao horário comercial. Assim, para os participantes, a palavra que definiu esse período foi adaptação: adaptação de tempo, espaço, móveis, estrutura. Ou seja, grande parte do conforto e qualificação existentes anteriores no escritório sumiram acarretando desconforto e dificuldade – ao lado, claro de benefícios naturais da maior presença. Se isso já era um resultado esperado dentro de classes de rendas mais baixas, foi igualmente verificado com rendas superiores: ou seja, de fato, pouquíssimos participantes já têm ou tinham condições de um super trabalho em casa, de forma confortável.

Isso tudo levava a crer que, então, para um novo imóvel, o home-office seria quase um item de série a ser procurado, uma espécie de nova varanda gourmet. Mas não foi isso que aconteceu. Os clientes que estavam em busca ativa simplesmente não colocavam o tal do home-office como um cômodo à parte, imprescindível. Isto é, viam o home office mais como um extra, um diferencial, justamente por ser tão raro e pela consciência que trata-se de um acréscimo de área, o que nem todos podem se permitir. O que foi, contudo, comum: a maioria deve continuar por um tempo a fazer parte de trabalho ou estudo em casa, o que vai implicar sim, em “algum cantinho” para o home office.

Ou seja, as famílias indicaram que a lógica da adaptação vai permanecer; porém importa mais o básico bem feito: número de dormitórios, banheiros, tamanho da sala, suítes, garagens, do que propriamente desse item. Dada a adaptação, e dada a incerteza sobre a continuidade de trabalho em casa (será que o trabalho em casa será para sempre?), os participantes entenderam que sim, um espaço de Home Office exclusivo é um diferencial. Porém, muito importante: não se procura um imóvel que necessariamente tenha um cômodo destinado ao Home Office, mas sim que possa abrigar o trabalho em casa. Da varanda à sala, do quarto ao nicho do corredor; no salão de festas ou solarium; até mesmo na copa/cozinha, o que importa é como essa nova atividade será incorporada nos imóveis

Isto é, para as famílias de up-grade, que buscam um novo imóvel superior, já existir um espaço dedicado seria uma espécie de luxo, um diferencial, desde que ela pague por isso. Mas para quase todas as outras famílias, o que importa é o seguinte: onde vou fazer minha estação de trabalho? Ou seja, home-office não é uma palavra de busca, mas sim uma necessidade.

Ou seja, existirá um espaço que possa ser adaptado ao home office, caso ele precise e permaneça?

Isso sugere que os empresários passem a incorporar, nas plantas de divulgação, usos de possibilidades diversas de configuração do espaço e não apenas uma única forma de conceber o espaço interno. Ou seja, se não haverá o home-office, onde pode o cliente fazer “seu cantinho”? Uma boa pergunta, veja as nossas respostas em nosso webinar e saiba mais!

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