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O que é a Engenharia Verde e o que ela diz sobre o futuro da construção civil?

09/02/2021, 12:43

Também conhecida como green engineering”, ela representa o avanço sustentável do mercado imobiliário

Desde a escolha de um terreno propício até a aquisição de materiais de boa qualidade, o caminho da construção civil se encontra diversas vezes com o da natureza, pois é ela quem confere matéria prima para o que há de mais essencial dentro do mercado para tirar projetos do papel.

Só quem trabalha de perto com o mundo da construção civil sabe dos diversos desafios práticos que precisam ser superados para que uma construção seja bem feita. E a preocupação com os recursos naturais tem sido uma pauta cada vez mais recorrente dentro do setor.

Com isso em mente, nasceu a “green engineering” – ou “engenharia verde” -, com o intuito de trazer conceitos e práticas sustentáveis para dentro da construção civil.

O que é a Engenharia Verde?

Popularmente, a criação da Engenharia Verde é atribuída a dois pesquisadores da área – Julie B. Zimmerman, engenheira e pesquisadora de tecnologias sustentáveis internacionalmente reconhecida, e Paul Anastas, também pesquisador e cientista, conhecido como “pai da química verde”.

Seu conceito, que envolve processos de design, comercialização e uso de processos e produtos, entre outros, é amplo e inovador, focado em aliar a defesa dos recursos naturais, e da natureza em si, com o progresso e desenvolvimento econômico gerados pela construção civil.

Além da atuação na escala macro, a Engenharia Verde também possui foco nos consumidores finais, no caso, nós mesmos, a partir da redução de poluição e geração de resíduos, diminuindo riscos para a saúde humana.

As diretrizes da Engenharia Verde

À primeira vista, pode parecer complexo desenvolver um projeto que, além de ser eficiente, também precisa cumprir critérios de desenvolvimento sustentável. Porém, a Engenharia Verde trabalha com diretrizes que representam um bom começo para a implantação dessa ideia.

Alguns desses princípios são:

  • O design de produtos, processos e sistemas deve incluir integração e interconectividade com fluxos de energia e materiais disponíveis;
  • Uma boa durabilidade deve ser o objetivo do design do produto, e não a “imortalidade”;
  • Criar soluções de engenharia além das tecnologias atuais ou dominantes; melhorar, inovar e inventar (tecnologias) para alcançar a sustentabilidade;
  •  Os produtos devem ser projetados para serem recicláveis, após o término de sua vida útil

Ou seja, a forma “verde” de se conceber um projeto não obriga engenheiros e construtores a abdicarem de seus conhecimentos prévios, mas sim promove a integração de conhecimentos para gerar soluções que levem em conta o meio ambiente.

E onde entra o uso da tecnologia?

Hoje, o mundo dos negócios é pautado principalmente pelas inovações e ideias originais, que vão muito além do modelo empresarial tradicional e por isso fica mais fácil listar o que a tecnologia não pode fazer pela Engenharia Verde.

O racionamento de energia elétrica e iluminação, apostas na energia solar e fontes de energia limpa, sistemas de ventilação cruzada, materiais ecológicos, sistemas de redução do consumo de água como captação de águas pluviais e reutilização da água, tratamentos de esgoto, entre outros, são bons exemplos do que a tecnologia já fez até agora.

Em pesquisa recente realizada pela Brain sobre proptechs e construtechs, descobriu-se que a Internet das Coisas (IoT), Smart Buildings e Smart Cities são algumas das tecnologias mais conhecidas do mercado e possuem grande potencial de serem ainda mais utilizadas no futuro.

Um negócio que tem ganhado destaque no Brasil é a Tecverde, empresa criada em 2009 que tem como objetivoindustrializar a construção civil, com obras mais rápidas e sustentáveis. Sua principal tecnologia é o wood frame, sistema construtivo que permite  reaproveitar pedaços de madeira que não seriam úteis em outras construções convencionais.

Exemplos de edifícios sustentáveis

Afinal, projetos de grande porte podem ser feitos a partir dos conceitos da Engenharia Verde? A resposta é simples: sim!

Um dos exemplos mais bem sucedidos dos últimos tempos pode ser encontrado em um dos metros quadrados mais requisitados do Brasil, na Avenida Faria Lima, em São Paulo.

Idealizado pela Birman S.A, o projeto B32 é uma construção que recebeu certificações internacionais de sustentabilidade.

O B32 é a prova de um grande êxito em termos de projeto que aliou a tecnologia em prol do lado “verde” da inovação. Então por que não começar a se inspirar nos conceitos de Engenharia Verde para os próximos projetos e deixar uma pegada mais sustentável para o futuro?

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