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PERSPECTIVAS PARA O MERCADO DE LOTEAMENTOS EM 2021

14/01/2021, 15:49

Por Caio Portugal

O segmento da indústria imobiliária representada pelos desenvolvedores urbanos teve um ano de 2020 marcado pelos efeitos da pandemia que assolaram a indústria da construção civil:

  • Redução da oferta, representada pela insegurança do comportamento do consumidor por conta das restrições impostas pelo COVID-19;
  • Aumento das vendas, representada pela ressignificação da casa, e nesse aspecto o lote urbanizado é um produto que além da resiliência característica desse mercado, tem como atributo a flexibilidade, tanto no processo da construção da casa própria, quanto nas características específicas de um loteamento que envolvem acesso às áreas verdes, insolação, ventilação.

Os dados fechados comprovam a redução da oferta pela inferência dos lotes urbanos aprovados pelo GRAPROHAB (Grupo de análise e aprovação dos projetos habitacionais do Governo do Estado de São Paulo):


Fonte: Depto. Economia Secovi-SP

Já nas vendas:

O que esperar de 2021, se olhar pelo lado da Demanda, há forte percepção de aumento da confiança do consumidor, empresários, seja por conta da ressignificação da casa própria, seja pela próxima liberação da vacinação, e melhor profilaxia do enfrentamento da COVID-19, o que dá alento a todos. Por outro lado, há uma série de desafios, novos e velhos que a indústria de loteamentos, assim como o Brasil precisa endereçar no ano novo vindouro:

No campo da oferta:

 – Aumento nos custos e insumos da construção civil, seja por uma questão da oferta limitada pela redução das principais cadeias de insumos básicos (Cimento, ferro, resina, vidros ) por conta de prevenção no início da pandemia. Seja, pela readequação do cambio, que vinha subprecificado, os valores dos insumos na construção civil, tiveram forte impacto nos custos da produção imobiliária, o que afetou sobremaneira o segmento da indústria de loteamentos, os itens mencionados sofreram acréscimos muito elevados. Acredita-se, conforme estudos da FIESP e de outros ligados ao acompanhamento da indústria, que no primeiro trimestre de 2021, os preços desses insumos estarão estabilizados, e mesmo a oferta regular desses itens. Nesse sentido, ações de aumento da concorrência, inclusive com liberação de tarifas para a importação desses insumos propiciarão a aceleração do reequilíbrio dos preços e oferta, além da retomada e eliminação da ociosidade dessas cadeias;

 – Novos executivos municipais, mesmo aqueles que foram reconduzidos, deverão focar:

a) Revisão das Leis Urbanísticas a propiciar aumento da terra urbanizada, e maior desenvolvimento das cidades;

b) Combate efetivo à indústria da ocupação e loteamentos clandestinos, pois essa concorrência além de predatória, produz custos infinitos à sociedade, veja o caso das ocupações na Billings e Guarapiranga.

c) Aplicação correta do novo marco regulatório do saneamento que poderá contribuir para o correto desenvolvimento e investimento publico e privado na universalização dessa infraestrutura pública que é fundamental para o desenvolvimento sustentável.

No campo da demanda:

– A retomada das discussões das reformas estruturantes para o país, poderão dar sequência a maior revolução que o nosso país tem vivido que são os juros baixos. Esse ciclo a ser duradouro, dará o choque do real capitalismo que gera empregos, riqueza, valores corretos, e inserção social.  E a agenda fiscal poderá ser endereçada se tivermos uma reforma administrativa que tire o peso e ineficiência do Estado sobre a sociedade, uma simplificação tributária que dê agilidade, segurança jurídica e correta distribuição dos encargos aos cidadãos e empresas. Além do aperfeiçoamento do arcabouço de aumento da produtividade na economia, com reformas microeconômicas, tais como a Lei geral do Licenciamento ambiental, a desindexação e desvinculação do orçamento da União, lei da liberdade econômica para a construção civil e indústria imobiliária, entre outros.

 – Aumento da competição da oferta de crédito, em especial do crédito imobiliário, com novas estruturas de concessão, e maior participação das fintechs.

O ano de 2021 promete ser um ano de grande recuperação econômica, mas para isso a sociedade deve cobrar desde já que todos estejam uníssonos pelo Brasil, sem radicalismos, ou falsas verdades. A realidade é que não temos mais tempo, nem oportunidade para erros ou experimentações, a agenda Brasil precisa ser implementada, temos que gerar empregos, riquezas, num novo ambiente da economia mundial. Não há a mínima possibilidade de protelação, a Política tem que se antecipar e promover desde já a agenda para destravar a infraestrutura, o investimento, e inserção social.

*A opinião do autor não reflete necessariamente a visão da Brain Inteligência Estratégica.

Veja também:

Relatório CAGED – Fevereiro/2021

Tenha acesso ao relatório realizado pela Brain Inteligência Estratégica com base nos dados do (CAGED) referentes ao mês de Fevereiro de 2021.

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