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Pesquisa mostra que a intenção de compra de imóvel no país continua estável e a oferta de crédito é positiva para os próximos meses

27/09/2021, 10:21

Por Márcio Norberto

“Cerca de 40% das famílias brasileiras anseiam por comprar um imóvel e 10% estão à procura ativamente”, é o que mostra a pesquisa divulgada no webinar realizado na manhã desta quinta-feira (16), pela Brain Inteligência Estratégica, sobre a intenção de compra de imóveis. O estudo, que acabou de sair de forno – finalizado no último final de semana -, ouviu 1200 pessoas em 162 cidades brasileiras.

No quesito crédito imobiliário, a pesquisa leva em consideração os números acumulados de janeiro a julho deste ano e mostra um crescimento de mais de 113% no período, que representam quase 116 bilhões de reais em financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), modelo de linha de crédito para compra de imóveis oferecido por instituições financeiras no país.

Se os números forem observados pelo prisma do acumulado nos últimos 12 meses, que são medidos no período de agosto de 2020 e julho de 2021, foram mais de 185 bilhões de reais financiados por meio desta linha de crédito. Na comparação com o período anterior, isto é, de agosto de 2019 a julho de 2020, o crescimento atual foi de quase 101%. Para o sócio-diretor da Brain, Fábio Tadeu Araújo, se for verificada a série histórica a partir de agosto de 2016, o crescimento atual é muito significativo.

A expectativa continua positiva para os próximos meses em relação a oferta de crédito para aquisição de imóveis e o consumidor tem à disposição várias opções de financiamento oferecidas por diferentes instituições financeiras, trazendo maior competitividade ao mercado, conforme observou o economista-chefe do Secovi SP e presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, Celso Petrucci.  

Segundo o economista, “não existe no nosso cenário nenhuma perspectiva de que falte recursos nos próximos meses nem nos próximos anos, não teremos problemas de recursos no mercado imobiliário”, enfatizou.

Lançamentos e vendas

Em termos de unidades residenciais lançadas, a pesquisa indica que o segundo trimestre de 2021 apresentou crescimento de 115% em comparação com igual período de 2020. O acumulado nos últimos 12 meses representa mais de 237 mil unidades residenciais lançadas. De acordo com a pesquisa e destacado por Araújo “é um recorde histórico desde que o estudo começou a ser realizado em 2016”. No quesito financeiro, neste primeiro semestre do ano foram injetados no mercado 40 bilhões de reais, segundo a pesquisa.

Olhando para as vendas, foram realizados quase 66 mil negócios, isto é, vendas de unidades efetivadas. Este número é 60% maior ao ser comparado com o mesmo período do ano de 2020. Em termos financeiros, foram vendidos mais de 52 bilhões de reais neste primeiro semestre do ano.

Intenção de compra na pandemia

Mesmo com a pandemia e um cenário de instabilidade político-econômica no país, o consumidor não se intimidou e não só demonstrou interesse em comprar um imóvel como efetivou negócios no setor imobiliário.

Vários são os fatores para além da oferta de crédito e juros mais baixos que impulsionaram o consumidor a adquirir um imóvel. Houve uma mudança de comportamento do comprador e de necessidades identificadas, sobretudo porque a casa passou também a ter a funcionalidade de escritório e de sala de aula, além do aspecto relacional fortalecido com o lugar onde se vive. Sobre isso, o sócio-fundador da Brain, Marcos Kahtalian, nomeou como “vivência intensa com a casa, propiciando também o crescimento do consumo”.

Nesta toada mais intimista com o “lar”, Petrucci reforça que o anseio da família brasileira, mais intensificado neste momento que estamos atravessando, é ter a casa própria “porque traz mais saúde, mais segurança, mais conforto e traz mais estabilidade na família”, diz.

Para o economista, o grande desafio do setor imobiliário não é a demanda futura, a atenção deve se voltar para o crescimento do país e como aumentar o poder de compra da população. E o mercado de incorporação e de construção “deve continuar trabalhando para colocar o produto no bolso do consumidor”, destacou. 

Itens de desejo do consumidor

O consumidor tem se mostrado cada vez mais exigente ao buscar o imóvel para comprar. A pesquisa revelou os principais itens de desejo na hora de comprar o imóvel e que foram citados pelos entrevistados, nesta ordem: área de lazer; mais de uma vaga de garagem; varanda; churrasqueira; suíte e cozinha aberta.  

O estudo indicou ainda que, devido à pandemia, as pessoas perceberam a necessidade de empreender algumas melhorias dentro do imóvel que moram ou do imóvel que desejam comprar e pontuaram da seguinte forma: expandir área de lazer; transformar quarto em home office; cozinha em conceito aberto; aumentar a quantidade de dormitórios; aumentar a sala; outros.

Para as famílias que permaneceram em seus imóveis, as reformas ajudaram a aquecer o mercado. Em números, uma em cada quatro famílias, segundo a pesquisa realizaram algum tipo de reforma no imóvel. E as pessoas continuam interessadas em promover algum tipo de reforma nos próximos 12 meses, é o que mostra a pesquisa.

Os dados da pesquisa podem ser conferidos através do arquivo abaixo.

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