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Ritos corporativos. Imprescindíveis para a saúde da marca.

13/01/2022, 10:03

Por Rodrigo Corrêa de Barros

No Brasil, a falta de regramento é um problema atávico, transmitido de geração a geração de empresários que julgam, equivocadamente, que ter protocolos significa investir em burocracia.

É preciso não confundir.

Protocolo é o que determina a qualidade, a profundidade e a clareza nas operações de uma companhia ou governo: é o sistema disciplinado de comunicações que regra, alerta e sistematiza processos, elevando consideravelmente a margem de acerto, das atividades corriqueiras às mais complexas.

O protocolo é uma forma de educação do cérebro que, posto a funcionar em modo de atenção, passa a enxergar procedimentos como algo em prol do objetivo coletivo.

Mulher falando no telefone celular

Um exemplo comum de falta de protocolo em nosso país? É comum uma empresa encomendar uma proposta comercial a mais de um fornecedor, ciente de que apenas um deles será eleito para o desenvolvimento dos serviços e, após a tomada de decisão, simplesmente não comunicar aos que não se qualificaram o motivo pelo qual não obtiveram êxito.

Esse exemplo ilustra como a miopia empresarial impede gerar dados para o aprimoramento da cadeia de serviços. A comunicação direta e protocolar aos fornecedores preteridos os conduzirá à reflexão estratégica, permitindo que se envolvam com as razões da perda do contrato, invistam em seus pontos de força, de modo a oferecer serviços melhores e em condições mais adequadas àquelas que o mercado espera.

A falta de protocolo é responsável, segundo dados do Centro de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Sociedade, do IPEA, por mais de 43% do volume de retrabalho de uma indústria de base, como a de embalagens, por exemplo.

Duas pessoas conversando em um ambiente de trabalho

Significa dizer que em uma planta industrial de médio porte, com investimento multimilionário em instalações, em equipamentos de tecnologia, com produção implantada em três turnos e operando  em ritmo de economia ativa, há perdas de faturamento recorrentes pela falta de adoção de protocolos quanto ao modus operandi do maquinário, gestão de estoque e almoxarifado, gestão humana, embalagem e comercialização.

A empresa está contaminada desde a primeira hora útil do dia.

A adoção de regras disciplinadas é o que nos ensina a ter com nossas empresas uma relação mais persistente, auxiliando aos empresários a compreender que é a operacionalização adequada que conduz ao reposicionamento e à ressignificação corporativa, aspectos fundamentais para manter as companhias atualizadas em tempos de alta velocidade e grande precisão.

Para os funcionários, o regramento de atividades ajuda a manter, entre outros aspectos, a concentração, além de combater um dos maiores males laborais contemporâneos: a ansiedade, origem da Síndrome de Burnout. Amparado por normas e treinamento constante, o trabalhador sabe que terá como agir de modo menos tenso.

Funcionários

Empresas com adoção de políticas protocolares são polidas, admiradas e respeitadas por seu posicionamento sólido e pela capacidade de antever riscos em vários níveis.

Esses são atributos que se transferem para a marca, resultando em maior valor percebido.

Ainda que não perceba, o mercado de consumo premia a disciplina corporativa com elevada saudação. Nasce desse reconhecimento a lista das empresas mais admiradas em nosso país.

O protocolo, como diz o filósofo e professor Mário Sergio Cortella, é decisivo na vida. E foi a adoção de regras e prescrições corajosas, objetivas e firmes, pelo SUS, que reverteram os números alarmantes da maior crise sanitária dos últimos cinquenta anos no Brasil, positivando o combate pela vida!

Batalha para a qual estávamos sem o amparo de um governo que desconhece regras, etiquetas e disciplina.

*O conteúdo expresso neste texto não necessariamente reflete a opinião da Brain.

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